29 de dez de 2013

Isso deveria ser um retrospectiva...

...mas não chega a tanto. O fato é que o ano está acabando, e parando pra pensar retrospectivamente há uma dúzia de coisas boas para agradecer. Eu não vi o ano passando, na verdade, foi tudo mais intenso, do que é de costume, e eu vive intensamente este ano que logo, logo se tornará passado. Não sei se a correria do dia-a-dia que foi alucinante, ou algum aprendizado desses 23 anos (já?), fez com que eu me importasse menos com o que não tinha solução, e desse mais valor ao que realmente importa. 
2013 foi um ano de encerrar ciclos, projetos, momentos. De voltar atrás. De aprender que nenhum capítulo fica sem ponto final. Conheci e revi gente bacana. Saio com um novo saldo de amigos, uma vez que os mais bacanas daquelas pessoas bacanas, acabaram se tornando amigos próximos, presentes e queridos, espero que isso dure muito. 
Ao contrário dos últimos 4 anos, não sofri nenhum baque, nenhuma grande perda, nenhuma dor daquelas dilacerantes que fazem a gente duvidar se sobreviveremos até o outro dia. 
Escrevi menos, muito menos, por pura falta de tempo e não de vontade. (Esse talvez seja o senão do ano). Mas, foi um ano culturalmente rico. 
Cansei, descansei. Ri, chorei (senão não seria eu). Sambei. Andei na chuva, quebrei algumas regras. Quem merecia, mandei ir se foder. Quem merecia ganhou beijos, abraços e sorrisos em horas diversas. Curti a solterice sem nenhum pesar, sem invejar os casais, sem querer cortar os pulsos, para já no finzinho, aos 45 min. do segundo tempo, perceber que eu encontrei quem tanto esperei... 
2013 vai se apagando sem deixar nenhuma sensação de nostalgia ou de arrependimento. Foi um ano bom, de coisas boas, e de apaziguamento!

Valeu!

27 de dez de 2013

sincronicidade

a porta sempre esteve aberta. os braços, que aconchegavam, nunca prenderam ninguém. entre idas e vindas, alguns passaram, mas se foram definitivamente. a vida levou para outro lado, outro estado, outros lances. eu que já não aguentava mais perder, dizer adeus, sonhar e chorar ouvindo amy, passei a desejar boa sorte, abrir mão, entregar cada um aos seus devidos destinos. na espera de alguém inteiro, me despi de todas as lembranças que meu corpo ainda guardava. só encontraria alguém completamente pronto para se entregar, quando estivesse absolutamente pronto para receber: 

- está esperando alguém?
- você!

...
numa tarde de domingo esses encontros podem enfim acontecer... 

26 de nov de 2013

Cuidado!

Ao subir as escadas
você pode esbarrar
sem querer
querendo
no homem da sua vida
E
cair
entontecid@
de paixão à
primeira
vista. 

20 de nov de 2013

sobre tudo, ou para Adília Lopes

Adília deveria
ter escrito:
que diplomas, 
fama, 
empregos e
elogios,
livros e teses
vão por
água abaixo
mas que amores 
me aconteçam

sempre andei atrasado

...carrego minha culpa junto as minhas tralhas, trecos, restos de fantasias, cartões postais, recortes de poesia, fotografias de tanta gente e tanto lugar... sei que adiei, transferi, não respondi. Mas não esqueço que estava inteiro, meu desejo era maior que minhas possibilidade de chegar, de ficar, de não largar mais... mesmo que sempre atrasado, eu tentei!  

10 de nov de 2013

outro poema de Ricardo Domeneck

É compreensível e até agradeço
pois um ADEUS longo
demais, que porventura dure 
mais que um segundo, acaba
arrastando-se pela vida toda, 
melhor seria não chegar
sequer à segunda vogal,
mas que você desaparecesse
com aquela consoante
linguodental, sim, aquele d, 
já que minha língua 
de agora em diante
há-de tocar somente
meus próprios dentes. 


Ricardo Domeneck

10 de novembro de 2013

w.



hoje eu desejei um abraço teu
que durasse a eternidade
eu aceitaria o convite para
nos mudarmos para marte amanhã
às 3H da tarde
caso você o fizesse
nesse instante
eu seria um homem feliz
se você não tivesse se despedido 
virado as costas
partido

o tempo pode ser o melhor dos remédios
mas ironicamente também é a pior crueldade

*

nunca tente contornar o tempo

*

Não basta explicar aos meus alunos a diferença
entre presente e passado, 
preciso esquecer a ilusão de recuperar o tempo perdido. 

*

Não há volta!

22 de out de 2013

17 meses

w.

Todas as dúvidas tornaram-se pó
sombra
nada
como o brilho de um olhar (já conhecido)
o seu

3 de out de 2013

Eu te espero calado! 

Você vai me destruir - Vanessa da Mata 
Está acabando o amor
Você ainda não veio
Não disse, não ligou
Se vem viver comigo
Se me quer como amiga
Se não quer mais me ver
Você vai me esquecer
Você vai me fazer padecer
Está acabando o amor
Você já não me pertence
Eu vejo por aí
Você não está comigo
Nessa nossa disputa
Nesse seu jeito bom
Eu não quero saber
Você vai desdenhar
E vai sofrer
Você vai me destruir
Como uma faca cortando as etapas
Furando ao redor
Me indignando, me enchendo de tédio
Roubando o meu ar
Me deixa só e depois não consegue
Não me satisfaz
Está acabando o amor
Você já não me pertence
Eu sinto por aí
Você não está comigo
Nessa nossa disputa
Nesse seu jeito bom
Eu não quero saber
Você vai desdenhar
E vai perder
Você vai me destruir
Como uma faca cortando as etapas
Furando ao redor
Me indignando, me enchendo de tédio
Roubando o meu ar
Me deixa só e depois não consegue
Não me satisfaz
Pensando em te matar de amor ou de dor eu te espero calada


29 de set de 2013

Maktub



Não importa as voltas que dei, acabei chegando ao precipício, porque eu precisa que me lançar e esquecer tudo. Não adiantou nenhum dos planos feitos e refeitos, porque eu não tinha que concretiza-los. Não fez sentido os sonhos que sonhei insone ou acordado, porque meus sonhos não se tornam realidade. Os pesadelos sim.
Se para Caio F. "o que tem de ser, tem muita força", no meu caso o que Não tem de ser tem muito mais. E isto vai além de ser do contra. 98% de tudo que o que esperei, planejei, desejei acabou gerando resultados completamente opostos daqueles que eu esperava. Para o bem e para o mal, isso gerou surpresas, descobertas, mas também muita frustração, decepção, raiva, dor.
Eu não posso sequer planejar um único final de semana, ansiá-lo durante dois meses e meio, porque a poucas horas dele chegar a vida resolve brincar de traiçoeira e tudo vai por água abaixo em meio a lágrimas, dor e medo. Se a natureza é madrasta, o destino tem sido cruel, insuportável e injusto. 
Maktub diriam os árabes, estava escrito. De certo estava escrito: que eu não desfrutaria daqueles dias que eu tanto aguardei. Ou não poderia viver aquela história tão desejada, porque para um encontro viria uma série de desencontros. Nem mesmo posso me dar ao luxo de sonhar com dias melhores nos próximos meses, pois as reviravoltas da  vida sempre me laçam ao chão novamente.
Irônico é pensar que o surpreendente é quando sai tudo exatamente do jeito que eu esperava.  O que raramente aconteceu. 



31 de ago de 2013

Um poema de Bruna Beber


Romance em doze linhas
Quanto tempo falta pra gente se ver hoje;
Quanto tempo falta pra gente se ver logo;
Quanto tempo falta pra gente se ver todo dia;
Quanto tempo falta pra gente se ver sempre;
Quanto tempo falta pra gente se ver dia sim dia não;
Quanto tempo falta pra gente se ver às vezes;
Quanto tempo falta pra gente se ver cada vez menos;
Quanto tempo falta pra gente não querer se ver;
Quanto tempo falta pra gente não querer se ver nunca mais;
Quanto tempo falta pra gente se ver e fingir que não se viu;
Quanto tempo falta pra gente se ver e não se reconhecer;

Quanto tempo falta pra gente se ver e nem lembrar que um dia se conheceu.

Bruna Beber

30 de ago de 2013

Um poema de Ricardo Domeneck



Contra todos fui vingativo, contra meus pais,

meus irmãos, contra outros ex
e, no entanto, até o presente momento
não desejei sua morte uma única vez,
me contentei com a imaginação
do meu próprio velório, com você
contudo na sala, inconsolável.


Ricardo Domeneck

21 de ago de 2013

Vivendo...

Agosto chegou, está passando sem os transtornos de outrora. Eu já penso menos em você, em tudo o que deu errado, o que não tinha que ser, tudo isso já não me causa a mesma a dor. Talvez eu esteja pronto para recomeçar... e não quero mais esperar a primavera para isto.
- Porque a melancolia o deixa ainda mais encantador!

17 de ago de 2013

Dimensione

ele passa o dia pensando coisas complexas, fazendo, correndo, buscando algo maior, um novo dia melhor. ele sabe onde quer chegar, mas sabe que precisará pisar muita pedra, corta o pé, sangrar, chorar e de novo recomeçar. 
no entanto, quando a noite chega, antes de desmaiar, exausto de cansaço, ele deseja apenas uma bacia de pipoca e o aconchego de um abraço onde posso adormecer na metade do filme.  
a pipoca esfria, enquanto ele sente a ausência do abraço...

4 de ago de 2013

G.


minhas palavras brincaram de ficar bonitas
quando saíram da sua boca
igualmente bela

28 de jul de 2013

talvez explique

meu humor 
tem teimado 
em brincar 
de montanha
r
    u        s   
        s        a

23 de jul de 2013

Dear, I miss you!

Quanta falta você faz! Eu que, infelizmente, estou acostumado a viver, falar e escrever sobre saudade, dor, solidão sigo numa tarefa árdua desde que você se foi. Não há mais aquelas trilhas exatas para o que eu estou sentido. Aliás, até há, mas são sempre as mesmas, sempre as suas. É sempre a sua voz incomparável e inesquecível. Amy, milhares de pessoas lembraram de você hoje, outras tantas, entre as quais me incluo, jamais se esqueceram de você neste dois anos. Dois anos, parece que foi há um mês que a TV anunciava a sua partida... Quanta falta você faz. Há os CDs, DVDs, vídeos no youtube. Mas não há você para dar novos compassos as essas nossas dores. Garota, você me entendia... eu sempre tive certeza disso a cada verso seu que eu ouvia. Você foi a mais bela porta-voz de nós os loucos, intensos, que vivem tudo até a última gota desesperadamente, que necessitam a cada instante de mais e mais amor e não temem o sofrimento...



Ouvindo ela sempre...

21 de jul de 2013

ventania
eu encontro respostas no barulho do vento
acredito na promessa
do tempo
tudo há de dar certo:
dê tempo ao tempo

13 de jul de 2013

mon illusion



o problema é que eu fiquei daquele jeito, 

todo bobo com as gracinhas que Você fez f.
e mesmo me esforçando para não acreditar que você era perfeito
tentando
não me entregar tão de cara
não te espantar a ponto de você sair correndo
não cometer os mesmos erros de todas as outras vezes, do outro mês. 
eu acabei dizendo
sim
sim 
sim
deveria ser a cota suficiente para Você me descartar de vez f.
garotos chatos, mimados, e teimosos não querem mais que curtos casos?
eu acabei despejando em Você todas as minhas ilusões. 
Você tem roubado meus pensamentos nas horas mais impróprias do dia 
desde que acordou resmungando ao meu lado
é em Você que eu penso durante as aulas de francês.
devo ter sido mais um na sua lista de conquistas
Você é mais um na minha de decepções. 

6 de jul de 2013

Sophia dizendo coisas por mim...

...tudo aquilo que eu poderia dizer, pensar ou escrever, de repente, aparece na minha frente nas letras da musa / sibila / poeta: 



É o teu rosto ainda que eu procuro
Através do terror e da distância
Para a reconstrução de um mundo puro.


Sophia de Mello Breyner Andresen



...eu dedico os versos delas para ti, que eu ainda nem sei quem é. 

30 de jun de 2013

a minha tábua de salvação é um punhado de papel

Era pra ser uma noite mais alegre... um dia melhor, mas há coisas que não dá pra fazer sozinho. Se estar sozinho é difícil normalmente, viver sozinho é dez vezes mais complicado!  
Todos estão muito ocupados cuidando de suas vidas ou das vidas, ou relações, que lhes são prioritárias. Eu sigo: tentando encontrar alguém que julgue ser prioridade a minha alegria, as minha neuras, os meus sonhos, a minha vida. Longe de desistir no meio do percusso, mas a cada dia desconfio que esse alguém não exista. E se existir de fato, eu corro o risco de gastar a vida buscando sem encontrá-lo. 
As noites de sábado têm me feito dar de cara com a minha própria solidão. Um estado de quase abandono, quase tristeza. Não sei ao certo...
Também não sei se existe alguma estatística, mas acho que suicídios devem acontecer mais frenquentemente nessas noites, onde quase todo mundo está feliz, ou ao menos fingem que estão, pois, sorriem, bebem, beijam, transam... sexta, sábado de qualquer fim de semana, Natal, Ano Novo, etc...
... não estou dizendo que o suicídio seja uma alternativa pra mim, mas compreendo perfeitamente aqueles que optam por isso. Porém, eu sei que não me perdoaria se o fizesse. Enfim, acho que alguma melancolia dos versos de Sylvia Plath se entranhou me mim nos últimos dias. Mas, isso não é de todo ruim.
A literatura é a minha tábua de salvação... páginas escritas desde a antiguidade ou até mesmo no ano passado têm me feito companhia durante essas noites nem um pouco animadas... ao meu lado na cama só tem amanhecido algum livro aberto com o qual eu adormeci quando a insônia foi vencida pelo cansaço. 
Páginas em branco têm feito com que eu despeje nelas a minha solidão, a minha dor, frustrações e teimosas esperanças. 
Eu entendo porque há tanta gente escrevendo...  não dá pra sofrer e ainda engolir tudo... não é digerível; precisamos vomitar tudo em palavras: dizer, gritar, fazer-ver a nossa dor... quem sabe não nos lançam algum olhar... por isso que eu leio, reconhecendo em cada linha angústias que também são minhas...

  

22 de jun de 2013

strange dream - parte.2

você de novo. entrelaça seus dedos aos meus. ajeita/afaga o meu cabelo. me arranca sorrisos. mas, antes que pudesse tocar seus lábios, acordo. você se torna uma promessa a se cumprir e o sono demora a voltar...


17 de jun de 2013

strange dream

(para você que ainda não veio)

tenho sonhado com rostos desconhecidos, que não me lembro de tê-los vistos antes, nem sei como o meu inconsciente pôde gerar aquelas fisionomias. quando acordo fico pensando que pode ser o seu rosto, assim no momento que você aparecer, seja aonde for, te reconhecerei...

16 de jun de 2013

só - parte.II

a cadeira ao meu lado continua vazia enquanto não há companhia coloco: mochila, cachecol, garrafa d'água para ocupar espaço e me sentir menos só. 

enquanto esperava minha vez, olhava em volta, e via casais, pequenos grupinhos, alguns familiares. eu estava só, não era o único, mas isso me doeu. enfim, pode ter sido em decorrência do horário inviável para muita gente, (mas também pode ser que não!?). eu precisava me concentrar, mas não conseguia parar de pensar que eu gostaria de ter alguém ali, só para me desejar "boa sorte!" quando chegasse minha vez. não tinha. os votos de "sucesso", "boa sorte" etc... vieram antes via internet, ou na caixa de mensagens do celular; o último deles veio de uma cidade a mais de 3 mil quilômetros distante dali. eu sorri comigo mesmo, querendo chorar na verdade. e no fim, só me restou enfrentar tudo sozinho mesmo: cabeça erguida, um esforço tremendo para demonstrar tranquilidade, mas sagrando por dentro. a todo instante eu pensava: "você não está sozinho", mesmo que olhando em volta eu pudesse argumentar ao contrário. lembrei da música da Bethânia  dos rostos, sorrisos e amparos encontrados até aquele momento e segui adiante, querendo fugir de tudo aquilo. até poder virar as costas e voltar pra casa sozinho...


5 de jun de 2013

enquanto espero

eu morro um pouco a cada dia
de raiva
de inveja
de tédio
de cansaço
de tristeza
de surpresa
de alegria
de ciúme
eu quero encontrar alguém que morra de amores por mim
...




2 de jun de 2013

Como não existe coincidências, essa música não poderia aparecer na minha vida em momento mais oportuno!


Eu apenas queria que você soubesse
Gonzaguinha 

Eu apenas queria que você soubesse 
Que aquela alegria ainda está comigo 
E que a minha ternura não ficou na estrada 
Não ficou no tempo presa na poeira 

Eu apenas queria que você soubesse 
Que esta menina hoje é uma mulher 
E que esta mulher é uma menina 
Que colheu seu fruto flor do seu carinho 

Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta 
Que hoje eu me gosto muito mais 
Porque me entendo muito mais também 

E que a atitude de recomeçar é todo dia toda hora 
É se respeitar na sua força e fé 
E se olhar bem fundo até o dedão do pé 

Eu apenas queria que você soubesse 
Que essa criança brinca nesta roda 
E não teme o corte das novas feridas 
Pois tem a saúde que aprendeu com a vida...



de agora em diante? não sei!

Quando eu coloquei o ponto final, fechei a porta, disse: muito obrigado, adeus, a incerteza quanto ao futuro se refletiu em sensações físicas. Mãos geladas, coração disparado e um medo tão grande de como seria dali pra frente. Não é apenas o primeiro passo que provoca esse pânico essa incerteza, o último também. E até mais que o primeiro, afinal no primeiro ainda havia um caminho inteiro para seguir, o único problema seria se eu não conseguisse chegar até o seu final. Já no último a tensão é pior: e se eu não tiver foça, coragem ou oportunidade de recomeçar. Foi assim, quando eu terminei o ensino médio, quando eu virei às costas sabendo que não o veria mais, quando eu ouvi o primeiro adeus. Está sendo assim agora, quando um grande ciclo se fecha as minhas costas. E eu não tenho nenhuma certeza do que virá pela frente, pois nem sei qual caminho percorrer. Há um futuro em branco vindo em minha direção e até o momento de iniciar novas histórias, fica essa falta de certeza: como será daqui pra frente?

25 de mai de 2013

dos conselhos, ou dos sorrisos de um sábado à tarde...

(ou sobre w.)

conselhos não existem apenas para serem dados, mas também seguidos. o pior é que não é fácil ouvir aquela vozinha que diz "faz". se qualquer um nos perguntasse devo ou não? a resposta na certa seria "claro", mas quando perguntamos a nós mesmos, aparece sempre inúmeros motivo pra ficar quieto e não mexer no que está esquecido (ou quase isso). até que num ato, que julgamos ser de extrema irresponsabilidade, nos arrisca - damos o primeiro passo, estendemos a mão ou pegamos o telefone e ligamos. e, foda-se o que acontecerá depois, no mínimo há 50% de chance de ter um resultado positivo. para depois de tanto temer e de tanto pensar, passarmos o resto da tarde sorrindo feito bobos. com a sensação de que a coisa certa foi feita, e nem doeu. só ai percebemos que os conselhos que daríamos a alguém podem ser muito bem aproveitados por nós mesmos. 

20 de mai de 2013

Perfeição só existe à distância?

Porque parece que seria perfeito se te encontrasse por aqui
teu jeito doce, suspeito,  poderia curar as cicatrizes que ainda doem por todo o meu corpo
mas as milhas de distância que nos afasta se tornam mais uma inquietante interrogação 

Por quê? 

19 de mai de 2013

"Se o mundo parece esquecer,
O que rimou 'eu com você'.
É bem melhor você sumir,
Just like planes do over the sea" 

(Perto do fim - Thiago Pethit) 





P.S. minha trilha para cortar os pulsos no momento. e porque Pethit é o cara! simplesmente o máximo... 

hoje eu só queria um abraço

Porque, às vezes, a solidão corrói até momentos de alegria. Difícil é não ter mais prazos, trabalho atrasado, nem nada para entregar na primeira hora da próxima segunda, pois me deparo comigo e um imenso vazio. Não é falta de pessoas, os poucos, mas mais que bons, amigos estão sempre (que possível) a me rodear e alegrar; não é falta de um corpo qualquer, ou só de beijo, ou só de sexo, isso se encontra facilmente. Mas, eu quero mais que isso. E, mereço mais que isso. É falta de afeto, carinho, cumplicidade. Afinal, uma hora eu devo merecer isso também. E não tem como, em meio a tanta ausência e um bocado de falta, não me perguntar: será que estou fazendo a coisa certa? As escolhas certas? Apostando certo?  Não sei. Talvez isso seja mais um indício de uma tendência obsessiva, depois de ler Freud, mais por obrigação que por interesse comecei a temer tal característica psíquica. Hoje não é meu aniversário, nem nenhuma data especial. Mas, tudo o que eu queria era um abraço, que tivesse o efeito de centenas de palavras. Eu já aprendi palavras não são tudo. Hoje faz mais ou menos um ano e, mesmo eu não querendo, foi impossível não me perguntar onde e como eu estaria agora se os caminhos destes doze meses que nos separaram tivessem sido percorridos a dois... mas caso eu me pegue pensando, "se eu tivesse" ou "se você ao menos tivesse" tenho que lembrar que se não serve pra porra nenhuma, além de gerar mais culpa, insegurança e tristeza. Mas ainda resta a incerteza se o pior é nem lembar ou não conseguir esquecer? Estou precisando virar a página. Escrever cartas e receber respostas nem que elas venham pelo celular às três e cinquenta da mão. Estou precisando de um monte de coisa que nunca tive, mas tudo é incerto e parece distante de mim neste momento. 

13 de mai de 2013

você me diz, é ele
e eu me alegro.

tenho me alegrado com a alegria alheia,
esperando o meu momento de ser feliz a dois.

11 de mai de 2013

"Nem o maior dos seus erros
Meus erros, remorsos
O farão sumir..."

A trilha de ontem, de hoje, de agora! Lineker grande descoberta, grande cantor!!! Para os momentos de alegria e aqueles nem tão alegres. 

Mas não era

w.

Quando eu vi na tela do celular um número desconhecido, abri a mensagem sem pensar em nada, podia ser algum amigo, alguém da faculdade me lembrando de fazer uma última coisa naquela sexta-feira, ou querendo que eu anotasse o número novo, ou ainda mais uma propaganda ou golpe típicos de nosso tempo, mas não era. 

Li uma mensagem que fala de saudade, da vontade de me ver, do tempo que não me via, não havia qualquer assinatura, inicial, indício de quem pudesse ter me enviado aquilo. Era tão linda a mensagem. E logo, eu me traí acreditando que fosse você, torcendo pra que fosse você, que aquela mensagem fosse uma espécie de bandeira branca, uma borracha no passado de desencontros, mas não era. 

"Quem é você que está com saudades?" foi a única resposta que me veio a mente, afinal podia não ser você e não caberia eu responder: "também estou com muitas saudades suas, penso em você todos os dias, mesmo me esforçando para não pensar. Me encontra na esquina da sua casa daqui a uma hora?" Essa era a resposta que eu enviaria se fosse você, mas não era. 

Antes mesmo de receber a resposta de quem era, deixando a emoção de lado eu já pude saber que não era você. Bastou analisar aquelas palavras com um pouco de atenção, afinal lidar com palavras é mais do que uma habilidade é parte do meu dia a dia há anos, para lembrar que você jamais diria aquilo, tão docemente. No mínimo iria me mandar alguma mensagem para me fazer sentir culpado de alguma coisa que eu não fiz, e eu iria me sentir culpado mesmo sabendo que não deveria, e no fim eu nem iria me importar, pois quando você me abraçasse ou sorrisse, diminuindo ainda mais os seus olhos, eu entenderia tudo o que você não dissesse através das palavras. Eu até pensava que aquele nosso encontro era para sempre, mas não era.


29 de abr de 2013

Até breve...

p.

eu odeio despedidas, prefiro "até logos". agora mais do que nunca prefiro "até muito breve". vá, eu torço tanto pra que seja uma das melhores experiências da sua vida. sorria. arranque sorrisos, desperte sonhos, instigue inquietações, conquiste a admiração que você deixa do lado de cá. sei que não foi fácil chegar até esse ponto, nunca é, mas no mínimo você fez por merecer. e eu te admiro ainda mais por isso. cá ficarei com menos um motivo pra sorrir com data marcada, sem a certeza dos encontros no meio caminho. ainda bem que a distância é curta, as pontes estarão mantidas. ainda assim, cá ficarei  na esperança de que um dia (próximo, por favor) eu possa te ouvir falar ou te ver ficando um tanto sem jeito, devido a timidez. eu torço tanto pelo seu sucesso, gratuitamente, inexplicavelmente. mas há coisas para quais não há explicação, são simplesmente sublimes. e, eu não sei porquê, mas eu acho que você não vai sair da minha vida assim tão cedo. 



 Cildo Meireles (Imagem - Reprodução) 


18 de abr de 2013

Magic!


“I don't want realism. I want magic!"

Blanche Dubois 

A streetcar named desire  de Tennessee Williams





Cena de A streetcar named desire (1951)

10 de abr de 2013

Suma da minha mente também


para w.

Seu nome surge antes de qualquer fragmento
qualquer pensamento qualquer dialética
não filosofo mas ainda penso em ti
você ainda está aqui na minha pele 
se não sinto mais o calor do seu corpo
ainda há o frio da cidade
seu nome seu rosto suas palavras 
ainda vivas me fazem tremer
Mas cadê você que não me diz mais nada? 

22 de mar de 2013

dos escombros

esqueço as minha ruínas
tentando não cair antes da hora 
não posso ir ao chão sem ter por perto alguma mão 
que me ajude a levantar e prosseguir

17 de mar de 2013

Você quem diria virou inspiração

Você chegou, sorriu, ficou
está longe-perto
aqui-lá
sempre perto de mim
Você levou uma angústia
e acabou suscitando várias outras
impensáveis. 
Você vem e leva
minha solidão, 
meu pensamento e concentração
várias horas ao dia

Eu não sei quando os caminhos 
me trará você

Você quem diria
virou inspiração

10 de mar de 2013

28 de fev de 2013

E nada mais está subentendido



w.

Eu não sei se conseguirei comer comida mexicana novamente sem lembrar de você. E toda vez que eu ouço falar da Elizabeth Taylor, ou de alguns de seus filmes, é de você que eu me lembro, de nós dois, e daquele filme que não vimos juntos, mas que acabou ficando com você, apesar de o DVD ser meu. E, na verdade, eu não precisava de nada disso para me lembrar de você, porque nunca esqueci, porque você ainda rouba meus pesamentos quando caminho pela Paulista ou subo a Augusta, ou passo por ambas, quando tento entender qualquer coisa de filosofia, quando saio comparando qualquer outra pessoa que entrou na minha vida nos últimos meses a você, mas ninguém se compara a você. E quando esfria é com você que eu queria estar e quando esquenta eu me lembro das viagens que não fizemos. E eu, ainda, sinto falta do seu abraço. E só agora eu consigo entender a beleza e aquele brilho diferente que tinha os seus olhos. É duro e doce lembrar como o meu coração batia mais forte nos primeiros instantes em que eu ouvia sua voz no celular. Quando eu vou ao cinema lamento que você não esteja comigo e quando eu saio lamento mais, porque você não estará me esperando ali na esquina, nem poderei te contar o que achei do filme. Eu só estou escrevendo tudo isso, porque todas as minhas certezas ruíram: eu já não acho que fiz o melhor para você, simplesmente indo embora para que você encontrasse alguém melhor do que eu. Eu deveria ter te agarrado bem forte, ao invés de abrir mão, eu deveria ter voltado do meio do caminho, naquela noite de chuva, batido de novo na sua porta e ficado para sempre. E, no fundo, no fundo mesmo, eu estou escrevendo isso, na esperança que você um dia leia. Porque você, só você, saberá que isso tudo é pra você. Talvez, eu devesse simplesmente copiar e te enviar por e-mail, carta ou telegrama, mas eu não quero instalar um caos na sua vida, que pode estar indo muito melhor sem eu. Talvez, você possa questionar se demorou tantos meses para eu perceber isso, mas não, faz tempo que eu sabia de tudo isso, eu só não tinha coragem de despejar tudo pra fora, e me deparar como o passado, com a sua ausência e a minha solidão. Agora saiu tudo, está tudo aqui eternizado em palavras, já que não te tenho perto, já que não seremos eternos. 

15 de fev de 2013

"Ele gosta de despedidas e reencontros. Tudo entre um evento e outro não passa de uma longa viagem. O que marca é a dor da saudade e a alegria de abraçar de novo quem reconhece ao longe."

[sobre idas e vindas] 

30 de jan de 2013

Vamos celebrar

Hoje seria comum festejar. Eu preferi agradecer. Agradecer a dádiva da vida, ter chegado até aqui, superado um ano complicadíssimo, e, principalmente, festejar quem fez desses vinte e três anos possíveis e mais felizes. Claro que bateu saudades, não tive algumas felicitações que eram certas há alguns anos atrás, mas que agora já não são possíveis devido aos caminhos, desencontros e despedidas da vida; por outro lado, teve novos abraços, novas mensagens, novos sorrisos. Receber carinho é bom, eu tava precisando. 

Começando, um novo ano, um novo ciclo. 
Eu quero mais: mais sorrisos, alegrias, amores, comemorações, forças, sonhos, realizações, conquistas, saúde, segurança e paz (e não só pra mim). 

PS. para celebrar mais um ano de vida: 

23 de jan de 2013

we're versatile



Ganhei este selo incrível... Agora somos um blog versátil!rs Vamos as regrinhas: 

1) "Agradecer a pessoa que te deu esta nomeação e incluir um link para seu blog":


Fiquei muito feliz com a indicação deste selo, que recebi do Hermes/Apolo/Eros do "Três Egos", um blog que conheci há um tempo, e que mais recentemente tenho lido com maior frequência. E cada vez mais venho me identificando com uma parte dos assuntos, e me divertido com outros (INDICO MUITO!). Além é claro, dos cometários sempre certeiros e elegantes que recebo aqui. Por tudo isso, meu muito obrigado!


2) "Escolher 15 blogues e nomeá-los com 'Versatile Blogguer Award'":

Já adiantando uma coisa do próximo tópico, nem sempre sigo todas as regras esperadas. Então, vou indicar apenas 5 blogs, porque 15 é muita coisa, sorry!

1. http://dilsantos.blogspot.com.br/
2. http://karlinhanf.blogspot.com.br/
3. http://maryannets.blogspot.com.br/
4. http://batatasedevaneios.blogspot.com.br/
5. http://semguarda-chuvas.blogspot.com.br/ (a quem tô devendo um post aqui rs, que vai sair eu prometo! )


3) "Escrever 7 coisas sobre ti"(as publicáveis é lógico)

1. Sou tímido e não gosto muito disso, mas já melhorei muito.

2. Adoro falar besteiras entre os amigos... uns se divertem outros se chocam um pouco. 

3. Gosto de música velha (60,70,80...). 

4. E, de escritores novos. (Não que não goste de Machado, Clarice, Shakespeare, Camões, Pessoa, Florbela... e tanto outros, mas me interessa muito ler quem está escrevendo agora, alguém que eu possa ouvir falando sobre o seu próprio trabalho, ou sei lá, esbarrar com o cara na Rua Augusta (como já aconteceu!). 

5. Não me importo de ir a cinema sozinho, ás vezes, mas só às vezes, até prefiro.

6. Sei e gosto de cozinhar (e quem provou não reclamou até hoje).

7. Aproveitado a época: Adoro o carnaval!!!


14 de jan de 2013

sobre feitos e expectativas

E de agora em diante vamos fazendo sem esperar qualquer retribuição. Reciprocidade é algo que acontece ás vezes, não adianta esperar sempre. Já deu pra perceber que nem sempre uma amizade será retribuída com amizade, nem os meus sacrifícios para me manter presente ou para, de alguma forma, tentar não decepcionar os outros serão respondidos da mesma maneira. 
Isso tudo é óbvio, mas quem disse que é fácil de perceber? Merda, nem mesmo o "eu te amo" foi retribuído, com a intensidade-verdade necessária até agora. 
E vou fazendo. Sim, quando os amigos me chamarem para sair (porque eles querem, precisam, necessitam) eu irei, mesmo sabendo que quando chegar a minha vez, muitos (ou todos) estarão viajando, namorando, ou fazendo coisas melhores, em companhia mais agradáveis. E eu ou ficarei em casa ou irei sozinho. 
E se pintar aquela viagem, eu também vou. Mas, sem esperar que quando for a minha vez de fazer o convite ele também seja aceito. 
E, enfim, quando eu sentir o frio na barriga, o desejo de ter mais perto, a vontade de me apaixonar novamente eu irei dizer, sem fazer cálculos, sem medo de que me virem as costas, ou, de que me digam: "não estou neste momento" ou "não vai rolar". 
Fuck you!!!
Viver esperando que os outros façam o que eu faria se fosse eles é cansativo, decepcionante e invariavelmente machuca! 

11 de jan de 2013

verdes

derreto
escorro entre seus dedos
escapo pelo chão
me esparramo no ar
tento de alguma forma
encontrar seu olhos