31 de jan de 2010

A quem possa interessar!


Ás vezes nos deparamos com pessoas que infelizmente não são dignas nem ao menos de um certo desprezo. Podemos apenas soltar um sonoro e delicioso – FODA-SE. Virar a cara e ir embora com um sorriso no rosto; sorriso porque essa categoria de gente não estraga mais o meu dia e nem piora o meu humor. Deleto e desprezo. A indiferença é o melhor dos remédios para que esse tipo de gente.

Se elas passarão dias falando mal de mim, sinceramente não me importo; se despertei o seu ódio, também não; e a opinião que elas terão de mim não interferirá em nada no meu caminho. Até porque enquanto elas gastarão o seu preciso tempo, me odiando ou falando mal de mim, ou ainda querendo descobrir o que fiz ou deixei de fazer para enfim se divertirem com meu fracasso ou invejarem meu sucesso; eu estarei concentrado em seguir minha vida, gastando meu precioso tempo com as pessoas que eu amo e que também me amam, que são com quem eu realmente me importo e em busca da minha felicidade e de tudo aquilo que almejar.

E caso cruzem os meus caminhos essas tais pessoas que ainda perdem tempo ao me detestarem ou invejarem, simplesmente nas as perceberei, pois sempre reparo no que há de belo e importante pra ser visto. E quando passo a ignorar uma pessoa o faço realmente e acabo esquecendo a sua pobre e decadente fisionomia. E espero que não me venha com a maldita falsidade que impera atualmente, risinho e apelidos carinhosos daqueles que por trás me detonam, eu não suporto e como a sinceridade quase suicida é uma das minhas principais características serei obrigado a deixar a educação de lado e dizer algumas boas verdades(e nisso eu sou bom, ou melhor ótimo).


28 de jan de 2010

Em alguns momentos eles falam por nós.

Às vezes lendo um livro, ou poema ou mesmo algum texto de um(a) autor(a) de repente tomamos um susto, paramos, respiramos, relemos o trecho que nos causou esse certo estranhamento e espantados dizemos a nós mesmos – é isso o que eu sinto; ou então – é isso o que eu penso; e talvez – ele(a) escreveu isso pra mim. Acredito que Clarice (Lispector) é expert em fazer isso conosco. No entanto recentemente uma outra escritora me surpreendeu, não tanto pela obra, pois confesso que esperava mais (mesmo assim continua adorando ela), mas pelo trecho abaixo que é quase uma tradução de mim, troque o gênero e Fernanda Young praticamente escreveu o seguinte trecho de Efeito Urano para mim, mesmo sem nem saber que eu existo. Ou melhor, para eu proferi-lo em alto e bom tom para todos e em todos os lugares neste momento da minha vida.

“... Eu não sou boa. Sou uma pessoa muito bonita. Generosa e linda – e quem aguentar, aguentou. Como prêmio, terá meu amor. Saberá da minha verdade. Dará boas gargalhadas. Mas terá que suportar uma boa dose daquilo que sinto. Pois, apesar de tudo ser diversão, nada é simples. Nada é pouco quando o mundo é o meu.”


26 de jan de 2010

É muita água!


Ainda não são “as águas de março fechando o verão”, por sinal não estamos nem na metade do verão, mas é muita água, é muita chuva. São tempestades seguidas de tempestades e dias típicos de verão foram poucos. Sem falar nas ruas alagadas e tragédias familiares por causa de deslizamentos e desabamentos, mas isso não é culpa da natureza e sim daqueles que estão acabando com ela, ou seja, nós mesmos.

25 de jan de 2010

Uma grata surpresa


No fim do último ano, uma grata surpresa caiu em minhas mãos: “O filho da mãe”, livro de Bernardo Carvalho que fora lançado em março (daquele mesmo ano) pela Companhia das Letras.

Tudo começou quando resolvi participar de um grupo de estudo sobre literatura de viagem. Em meio a uma lista de títulos e autores (como Cortazar, João Gilberto Noll, Mário de Andrade e Luiz Ruffato, entre outros) que abordavam a temática da viagem como plano de fundo ou como um dos objetos importantes da narrativa, resolvi escolher, o livro do Bernardo Carvalho, um autor que confesso acreditava não conhecer até então, talvez a única coisa que tenha influenciado na minha escolha tenha sido uma certa estranheza com o título, que cheguei a achar engraçado. Estanho, mas engraçado.

Pois bem, depois de escolhido fui pesquisar tanto a respeito do livro, quanto do autor. Aí já teve início o processo de encantamento, achei extremamente original a história, e senti uma imensa vontade de ler; e pesquisando sobre o autor descobri que ele não me era tão estranho, quanto pensava, já havia lido alguns textos dele, inclusive era dele um conto que li e adorei: Estão apenas ensaiando, que, aliás, recomendo.

Fui lá, comprei o livro, mas não tinha tempo de lê-lo, fui obrigado a adiar por três semanas a tão esperada leitura, até que em um sábado pela manhã enfim comecei a lê-lo. Logo ao término dos primeiros capítulos já estava totalmente tomado pela narrativa e na ânsia de descobrir o que viria pela frente. A inconstância de tempo e lugar, a narrativa que não obedece a uma cronologia fixa, ou o jogo de pistas que são lançadas e as surpresas que vamos temos ao longo do livro, fazem com que fiquemos presos a ele tentando descobrir o que irá acontecer.

Apesar de fascinante o livro em nenhum momento é leve ou bonito, o que poderíamos suspeitar, já que a história é ambientada na cidade russa de São Petersburgo. Encontramos sim, assuntos fortes e difíceis de serem abordados, como a relação entre mães e filhos, a delicada ligação destes com a guerra, um conturbado romance homossexual e a aversão de skinheads a gays e estrangeiros, mas, sobretudo, O filho da mãe é uma narrativa sobre a degradação; degradação das famílias, da cidade, do exército e, sobretudo das pessoas. Porém não se engane a brilhante construção de Bernardo Carvalho faz com que você se envolva e em muitos momentos se pegue torcendo por alguns personagens e odiando profundamente a outros.

E o resultado deste magnífico livro, um dos, senão o melhor do ano que passou, foi que aquele sábado foi totalmente dedicado a ele, e por volta da uma da manhã eu estava chegando ao fim, pois iniciada a leitura não consegui parar mais. Por fim a única coisa que posso dizer é:

- LEIAM!


Veja aqui o autor falando um pouco mais sobre o livro.


20 de jan de 2010

15 de jan de 2010

E se a vida fosse um filme?


Como seria bom se nossas vidas fossem semelhantes aos filmes que assistimos nas gigantescas telas de cinema ou no sofá de casa. Evidentemente que me refiro aos bons e belos filmes, sobretudo os europeus e principalmente os franceses (os americanos que me perdoem, mas que sabe mesmo fazer bom filme são os europeus – franceses e italianos ainda sabem um pouco mais).

Seja um belo romance, ou uma comédia, ou ainda um denso e conturbado drama ou quem sabe um filme sobre guerra, contrabando, máfias... Tudo parece muito mais fácil que na realidade, mais belo e encantador também. Até mesmo as dores, sofrimentos e a solidão ganham uma beleza inexistente quando vistos na tela. E o amor? Falar de amor é com eles; e de dor de amor também. Muitas vezes nos pegamos desejando profundamente que aquilo que está acontecendo na tela aconteça em nossas vidas, ainda mais se acontecesse em cidades como Paris, Florença, Londres ou Veneza

Quem nunca sonhou em viver uma história semelhante às retratadas por cineastas brilhantes?

É tudo tão mais simples e encantador, até mesmo situações complexas e problemas que quase nos levariam a loucura se tivéssemos um dia de enfrentá-los se tornam fáceis de serem resolvidos e em poucos minutos tudo está de volta ao normal, ou nem tanto.

Eis aí a magia da arte, da sétima arte, que ao retratar a vida e o ser humano de maneira geral pode fazer isso de uma maneira tão bela e sublime que passamos a desejar a vida retratada e não mais aquela que serviu de inspiração. Afinal na dura realidade nem tudo tem a leveza e a beleza de um bom filme.