26 de nov de 2016

...nossa história teria um final diferente
se você não fosse igual aos demais...

2 de nov de 2016

Meus amigos podem até dizer que eu espero demais da vida, das pessoas, dos amores,
mas não é verdade.
Eu só quero o mínimo:
uma história que se compare
a uma novela das 23h brasileira
a um pornô alemão
a um romance russo com mais de 600 páginas.
Se não for assim, não quero mesmo.
É pouco demais para mim. 




9 de out de 2016

I'm blue

Coleciono fracassos sentimentais 
que decoram uma estante de tristezas 
sempre lustrados, quando eu estou só 
Quando estou blue 
quando eu estou nu de esperanças
e os sonhos atormentam mais
que um topada do dedão do pé na quina da porta. 

24 de set de 2016

o mal que não quero

Quando vejo uma nova foto tua
na minha timeline 
meu coração ainda dispara, 
a respiração falha
eu tento me lembrar
não o que não vivemos 
mas o frase que você repetia: 
eu não sou tão bonzinho...
e eu não quero ver 
o seu lado mal moço 
uma segunda vez

27 de jul de 2016

às vezes, chorar não é o bastante
escrever poema não me basta 
desejar ser feliz, não é o suficiente 
eu solto um interjeição profunda 
ai
e me afogo em meio aos travesseiros
sonho com desertos
à beira mar
e esqueço que 
ontem foi um dia a menos 

17 de jul de 2016

Sobre a tranquilidade

Não adianta livro de autoajuda, conselho de amigo, desabafos intermináveis por horas no telefone. Às vezes, nem terapia, reza brava, banho de ervas resolve. Há angústias e tristeza que vão embora numa noite qualquer, quando você está largado na cama com o seu pior moletom. Como se um sino soasse e um capítulo novo pudesse escritor naquela madrugada, sem que a borda da página ficasse manchada de lágrimas. Não há segredo, há tempo. Ele que tudo cura, ameniza ou tranquiliza. Ele que nos faz ter certeza que só poderíamos perder o que um dia foi nosso. Caso contrário não foi perda, mas outra coisa qualquer... 



Imagem: http://img.mindbodygreen.com/image/upload/c_limit,w_738,f_auto/ftr/ChantingOMYoga660.jpg

15 de jul de 2016

Sobrevivendo ao caos

(sobre W., novamente) 

A minha vida está um caos... desses que só existem quando um furacão de grandes proporções, rapidamente, bagunça suas certezas, abala sua estrutura e vai embora, como surgiu, do nada. O furacão, chamado paixão, chegou numa noite fria de maio, acabou com todas as novas convicções, com todos os cálculos, com todos os mantras que eu vinha repetindo por um ano: "não se apegar logo de cara", "não jogar nas suas costas todos os meus anseios", "não sufocá-lo", "ir com calma". Esqueci de tudo. 
Talvez eu não esteja preparado para lidar com essa coisa de paixão correspondida; então, meto os pés pelas mãos, faço o que não devia fazer, falo demais, ajo de menos... E, ele deveria achar graça em tudo isso. Mas não foi o caso. 
O furacão foi embora deixando um silêncio enlouquecedor nas bandas de cá. A minha vida parou. Está em acúmulo de atrasos. Prazos que não cumpro, férias que não aproveito, noites que não durmo, desejos que não os tenho mais. 
Tudo isso só é quebrado por lembranças melancólicas do sabor do seu beijo, uma mistura de café com cigarro, ou pelas lembranças das sobrancelhas franzidas e a piscadinha do olho esquerdo. Inesquecíveis. Isso me dói e me alivia ao mesmo tempo. 
Há quase um mês não vejo o motivo de tanta alegria e tantas outras coisas. O meu corpo resolveu me sabotar: desânimo, preguiça, moleza e aquela dorzinha do lado esquerda da cabeça, chamada preocupação. 
Se um raio não caí duas vezes no mesmo lugar, um furação não deve passar pelo mesmo lugar duas vezes seguidas, mas eu adoraria uma segunda chance pra ver tudo lançado de pernas para o ar.