11 de nov de 2011

Das coisas inesquecíveis


O que é inesquecível? O que merece ser categorizado nesta categoria e consequentemente não ser esquecido?

Não precisa algo mega complexo, grande, caro ou diferente. Quase nunca é. Basta ser intenso e verdadeiro, uma dessas coisas simples que são absurdamente difíceis de serem alcançadas.

O delicioso café da tarde com uma grande amiga poderia ser, mas o dia em que tomamos um completo banho de chuva, enquanto voltávamos da Blockbuster, ambos sem guarda-chuva, é que é inesquecível de verdade; como rimos naquele dia enquanto enviamos os pés nas poças que se formaram.

A balada inesquecível não é aquela que bombou literalmente, mas aquelas em que poderiam ter sido um verdadeiro fiasco, e foram para muitos, menos para mim e para alguns daqueles meus amigos que fazem tudo ficar bem melhor.

Aliás, o que faz de meus melhores amigos inesquecíveis não é o fato de eles terem me jurado amizade eterna, mas sempre estarem presentes quando o bicho pega. 

A conversa inesquecível com minha mãe não foi aquela inicia pela frase, precisamos ter uma conversa séria, mas aquela que surgiu de repente numa manhã chuvosa de domingo enquanto estávamos debaixo das cobertas vendo sei lá o que na televisão. 

Os pratos inesquecíveis na minha memória palatal, não estavam no super restaurante da Haddock Lobo, mas na macarronada na casa da avó-materna, o feijão da avó paterna, ou o arrozinho de mãe que fica pronto em minutos. 

As aulas inesquecíveis que tive foram daqueles que tem a humildade com a principal característica.

O presente inesquecível veio quando não esperava.

O elogio inesquecível brotou numa conversa de cinco minutos em corredor. 

O beijo inesquecível foi roubado.

O que é inesquecível, na verdade, tem grande chance de passar despercebido diante de todas as outras coisas.

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