8 de ago de 2011

O futuro começa agora


Hoje é o primeiro dia do resto da sua vida... 

Talvez motivado pelo fim de uma dessas séries que acompanhamos por meses e nos sentimos profundo conhecedores dos personagens, seus sentimentos, suas vidas. Além de nos identificarmos com algum em especial, quem nunca se identificou com um personagem qualquer a ponto de pensar “merda, não faz isso eu já fiz a mesma coisa e não dá certo. Eu não acredito que VOCÊ (ou seria um quase-eu?) vai fazer isso também”. Bem como, pelo final de um filme assistido na noite anterior e que nos últimos minutos trazia a indefectível passagem de dez anos depois. Comecei a pensar como e onde estaria daqui a dez anos? Mais do que isso, onde estaremos, como estarão meus amigos e as pessoas próximas a mim?
Existem coisas para as quais não precisamos ser um grande astrólogo, quiromancista ou babalorixá pra adivinhar. Ao menos que o destino pregue uma peça daquelas e nos faça engolir todas as palavras, dá pra arriscar um pouco e tentar adivinhar mais ou menos o que vai acontecendo. No entanto há outras que ninguém pode prever, tudo se torna uma sucessão de acontecimentos que culminam em algum lugar, no topo do mundo ou num precipício, a vida é uma dessas, ninguém, ninguém mesmo, poderá dizer o que vai acontecer daqui a um ano com plena certeza, quanto mais daqui a dez. Podemos arriscar e alguns palpites se confirmarem lá na frente, mas  certeza não está presente nesse arriscado jogo, a vida.
Assim, levado pelos meus pensamentos e por aquilo que vejo hoje posso apenas arriscar meus palpites. Por exemplo, acho que daqui a dez anos M., uma grande amiga, estará casada, será uma típica mãe de família, com dois ou três filhos pra cuidar, um marido que ama e ás vezes odeia também, e ainda, terá seus alunos, pois nunca conseguirá abandona-los.  Acho que F. continuará solteiro e feliz, isso quando não estiver deprimido, mas sempre em busca sempre de um de um belo garotão pra dizer: “dessa vez acho que acertei”, mas que logo verá que é mais um dos seus (grandes) enganos.  V. continuará independente, sem filhos, sem o desejo de tê-los e sem remorso por isso; não estará casada, mas com certeza estará com alguém que a ame, muito provavelmente o mesmo cara de agora e de anos, talvez completando bodas de alguma coisa, mais vivendo como um casal recentíssimo. C. deve estar em um belo emprego, com uma bela casa, família, esposa, filhos e cachorro, afinal, alguém deve continuar o ciclo do qual é resultado. G. deve continuar solteira, depois de algumas separações dolorosas, e sempre em busca do amor. Também tem P. que provavelmente estará muito bem sucedida na carreira, solteira, sem filhos, e mesmo depois dos trinta sem desejar qualquer casamento ou alguém que dependa dela, apesar de chorar enrolada no coberto assistindo aos DVDs do Sex and the city.   A., N., L., V., inconstantes, imprevisíveis, ou menos próximos, não dá pra arriscar muita coisa, mas talvez vivam todas as fases que cada um dos anteriores viveu individualmente, fazer o quê, tem gente que consegue ser uma “metamorfose ambulante” ao longo dos anos. 
E eu? Impossível prever seria a resposta que me acalmaria agora. Mas a primeira coisa que senti foi medo. Medo de não ter dez anos depois, ou de fazer desses anos uma grande perda de tempo. Será que estarei bem sucedido profissionalmente? Será que terei feitos as viagens, os cursos, as festas que pretendo? Solteiro, casado, enrolado, enrolado num caso complicadíssimo? Será que estarei feliz? 

Pergunta apavorante. (Aqui fica o registro que das linhas anteriores às que se seguem houve um razoável intervalo de tempo). O medo do que fazer com a minha vida me fez pensar e repensar. E sempre chegar a uma única conclusão: tudo o que acontecer daqui a dez anos será o resultado do que vivi nesses vinte e poucos anos mais a década que viverei daqui pra frente. É assim sempre, vida real é um dia após o outro. O que fazemos hoje pode determinar a nossa felicidade, amanhã, no ano que vem, daqui a dez, trinta, cinquenta anos. Felizmente, eu acho, ao contrário das séries e filmes que assistimos nós não podemos piscar os olhos e alguém simplesmente determinar “Dez anos depois...”. Sempre haverá um hoje para ser vivido sendo ele bom ou ruim, às vezes, péssimo. 


2 comentários:

  1. como me vejo daqui ha 10 anos? solteiro, sozinho, ganhando bem e pagando por sexo.

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  2. Oi Carlos, tudo bem?
    Menino, eu estou tentando ñ me ver daqui a alguns anos, espero apenas estar feliz e com saúde, rs. O resto é consequência, rsr.
    Ai menino, eu resolvi mudar a cara, já q ele completou 4 anos, nada mais justo q uma renovada né? rs
    Bjo menino

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