22 de out. de 2013

17 meses

w.

Todas as dúvidas tornaram-se pó
sombra
nada
como o brilho de um olhar (já conhecido)
o seu

3 de out. de 2013

Eu te espero calado! 

Você vai me destruir - Vanessa da Mata 
Está acabando o amor
Você ainda não veio
Não disse, não ligou
Se vem viver comigo
Se me quer como amiga
Se não quer mais me ver
Você vai me esquecer
Você vai me fazer padecer
Está acabando o amor
Você já não me pertence
Eu vejo por aí
Você não está comigo
Nessa nossa disputa
Nesse seu jeito bom
Eu não quero saber
Você vai desdenhar
E vai sofrer
Você vai me destruir
Como uma faca cortando as etapas
Furando ao redor
Me indignando, me enchendo de tédio
Roubando o meu ar
Me deixa só e depois não consegue
Não me satisfaz
Está acabando o amor
Você já não me pertence
Eu sinto por aí
Você não está comigo
Nessa nossa disputa
Nesse seu jeito bom
Eu não quero saber
Você vai desdenhar
E vai perder
Você vai me destruir
Como uma faca cortando as etapas
Furando ao redor
Me indignando, me enchendo de tédio
Roubando o meu ar
Me deixa só e depois não consegue
Não me satisfaz
Pensando em te matar de amor ou de dor eu te espero calada


29 de set. de 2013

Maktub



Não importa as voltas que dei, acabei chegando ao precipício, porque eu precisa que me lançar e esquecer tudo. Não adiantou nenhum dos planos feitos e refeitos, porque eu não tinha que concretiza-los. Não fez sentido os sonhos que sonhei insone ou acordado, porque meus sonhos não se tornam realidade. Os pesadelos sim.
Se para Caio F. "o que tem de ser, tem muita força", no meu caso o que Não tem de ser tem muito mais. E isto vai além de ser do contra. 98% de tudo que o que esperei, planejei, desejei acabou gerando resultados completamente opostos daqueles que eu esperava. Para o bem e para o mal, isso gerou surpresas, descobertas, mas também muita frustração, decepção, raiva, dor.
Eu não posso sequer planejar um único final de semana, ansiá-lo durante dois meses e meio, porque a poucas horas dele chegar a vida resolve brincar de traiçoeira e tudo vai por água abaixo em meio a lágrimas, dor e medo. Se a natureza é madrasta, o destino tem sido cruel, insuportável e injusto. 
Maktub diriam os árabes, estava escrito. De certo estava escrito: que eu não desfrutaria daqueles dias que eu tanto aguardei. Ou não poderia viver aquela história tão desejada, porque para um encontro viria uma série de desencontros. Nem mesmo posso me dar ao luxo de sonhar com dias melhores nos próximos meses, pois as reviravoltas da  vida sempre me laçam ao chão novamente.
Irônico é pensar que o surpreendente é quando sai tudo exatamente do jeito que eu esperava.  O que raramente aconteceu. 



31 de ago. de 2013

Um poema de Bruna Beber


Romance em doze linhas
Quanto tempo falta pra gente se ver hoje;
Quanto tempo falta pra gente se ver logo;
Quanto tempo falta pra gente se ver todo dia;
Quanto tempo falta pra gente se ver sempre;
Quanto tempo falta pra gente se ver dia sim dia não;
Quanto tempo falta pra gente se ver às vezes;
Quanto tempo falta pra gente se ver cada vez menos;
Quanto tempo falta pra gente não querer se ver;
Quanto tempo falta pra gente não querer se ver nunca mais;
Quanto tempo falta pra gente se ver e fingir que não se viu;
Quanto tempo falta pra gente se ver e não se reconhecer;

Quanto tempo falta pra gente se ver e nem lembrar que um dia se conheceu.

Bruna Beber

30 de ago. de 2013

Um poema de Ricardo Domeneck



Contra todos fui vingativo, contra meus pais,

meus irmãos, contra outros ex
e, no entanto, até o presente momento
não desejei sua morte uma única vez,
me contentei com a imaginação
do meu próprio velório, com você
contudo na sala, inconsolável.


Ricardo Domeneck

21 de ago. de 2013

Vivendo...

Agosto chegou, está passando sem os transtornos de outrora. Eu já penso menos em você, em tudo o que deu errado, o que não tinha que ser, tudo isso já não me causa a mesma a dor. Talvez eu esteja pronto para recomeçar... e não quero mais esperar a primavera para isto.
- Porque a melancolia o deixa ainda mais encantador!

17 de ago. de 2013

Dimensione

ele passa o dia pensando coisas complexas, fazendo, correndo, buscando algo maior, um novo dia melhor. ele sabe onde quer chegar, mas sabe que precisará pisar muita pedra, corta o pé, sangrar, chorar e de novo recomeçar. 
no entanto, quando a noite chega, antes de desmaiar, exausto de cansaço, ele deseja apenas uma bacia de pipoca e o aconchego de um abraço onde posso adormecer na metade do filme.  
a pipoca esfria, enquanto ele sente a ausência do abraço...

4 de ago. de 2013

G.


minhas palavras brincaram de ficar bonitas
quando saíram da sua boca
igualmente bela

28 de jul. de 2013

talvez explique

meu humor 
tem teimado 
em brincar 
de montanha
r
    u        s   
        s        a