19 de dez de 2011

só posso rir porque já chorei demais...

Ironicamente há alguns meses atrás eu lembro bem de ter lhe dito que estava com muito receio, medo mesmo, porque tava tudo dando muito certo na minha vida, em todos os sentidos. Os planos vinham se concretizando, os sonhos se tornando reais, e, muitos dos acontecimentos excediam as minhas expectativas, tudo acontecia melhor do que eu imaginava.

A velha máxima de que "quando a esmola é demais a gente desconfia". Eu fiquei com pé atrás. Pois nunca tinha experimentado algo do tipo até os primeiros sete meses deste anos tudo tinha sido sempre muito difícil, pesado, sofrido. No fundo temia a porrada que levaria a qualquer momento. 

Você riu e disse que era besteira da minha cabeça. Que nem sempre quando as coisas estão dando certo é porque depois dará tudo errado. Claro, que nem tudo seria vitória, mas "a gente" superaria e coisas boas aconteceriam entre as ruins.

Como eu gostaria que você estivesse com a razão e que tudo isso não fosse mais uma das minhas paranoias. Pois bem, eu estava certo. Isso me dói tanto admitir. E você, você foi a minha segunda decepção, mais uma das minhas perdas, você não ficou para ver as perdas que sucederam aquele agosto. Acho que agosto ainda não acabou para mim, na verdade.

Não vou contabilizar todas as decepções, derrotas, mas só entre os grandes baques foram seis. Um deles foi perder você. O último (espero que realmente seja o último) veio hoje por e-mail.

Só eu sei o quanto tenho penado nesses últimos meses, quantas noites passei em claro, outras tantas chorando, quantos dias passei com uma dor de cabeça insuportável, quase fora do ar, perdido em pensamentos a ponto de quase ser atropelado por não prestar atenção por onde andava ou de nem ver quem estava do meu lado, sendo que conhecia a pessoa que passava por mim. 

Dois mil e onze já está chegando ao fim e não sei o que pensar deste ano. A imagem que vem a mente é uma gangorra (brinquedo que detesto por sinal), pois comecei lá em cima, mas estou terminando com a bunda no chão. 

Bobagem eu ter temido a porrada. Um nocaute seria fichinha para mim. O pior de tudo é sofrer numa luta infindável, na qual antes mesmo de revidar ao golpe anterior sou lançado na lona mais uma vez.

Não sei se todas essas perdas me embruteceram mais um pouco, ou se me deram a capacidade de passar por um novo baque sem me abalar tanto. Mas hoje, eu fechei o meu e-mail e fiz o que deveria fazer... o planejado para o dia. Claro que acabei tento que lidar com  mais essa derrota, mas sem sofrimento nem lagrimas. 

Até ri de mim mesmo. Não sei o que vou fazer amanhã ou nos próximos meses. Mas já chorei demais. Então vou tratar de gargalhar em meio à tanto sofrimento, pois como diz a canção: "vai mentindo a tua dor, e ao notar que tu sorris todo mundo irá supor que és feliz".

Como já escrevi e provei diversas vezes: "eu sobrevivo!".


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