2 de nov de 2010

...Sendo feliz, e sem medo.




Já entendi e acertei que tudo o que é simples, ou fácil, passou longe de mim. É preciso que agora os outros também entendam isso. Tudo é muito, muito difícil, complexo, demorado, confuso, e divertido, prazeroso, intenso.

Aprendi a deixar de sofrer por bobagem, a dizer o que penso e o quero, sabendo que depois de abrir a boca as consequências podem ser as piores possíveis, mas até agora sobrevivi a todas, e ainda não me arrependi. Já deixe algumas coisas pra depois, já calei por vergonha, já escondi por temor, mas agora, acho que é um sinal de maturidade, estou falando, pedindo, arriscando, dando a cara à tapa, literalmente (e ainda não levei nenhum). Talvez uns tapinhas, mas exclusivamente no seu sentido figurado.

É sempre melhor ter certeza(s), saber com quem e/ou o quê estamos lidando, cansei de alimentar dúvidas e esperanças vãs. Antes uma “decepçãozinha” aqui outra ali, que um sofrimento maior lá na frente. E, eu sei o que é sofrer por um longo tempo, sendo que bastava uma conversinha de cinco minutos na esquina de casa para que tudo se resolvesse. No fundo cansei de esperar e de viver me perguntando: e se???

Ninguém acerta sempre, ninguém é perfeito e por que justo eu, que nunca quis isso pra mim, tenho que ser? Para ser feliz, se há segredo, talvez seja não ter medo, nem de ser feliz nem de quebrar a cara um pouquinho.

Inaugurei uma nova fase, dessas que sempre inventamos, quando desistimos do papel de vítima da nossa própria vida. Em parte incentivado pelos amigos (inclusive, os que estão geograficamente longe), em outra movido por uma insatisfação de quem cansou de esperar que algo acontecesse, e de quem saiu da cômoda zona de conforto de esperar que a vida e o destino fizessem a sua parte; decidi dar uma grande ajuda a eles, pra que esperar que tudo conspirasse a favor e não fazer nada, é tão melhor fazer o sentido contrário, primeiro agir e só depois contar com a ajuda da vida, do destino, ou do que quer que seja.

Agora cada dia é vivido intensamente, a beira de um abismo, sempre. Agradecendo pelo que tenho, pelos que estão junto comigo nesse caminho, deixando a porta aberta para os que quiserem entrar ou sair, não importa. Mas sempre indo em busca do que eu quero, sem lamentações.

O tempo voa, e a vida é só uma, agora se errei peço desculpa e sigo em frente, estou com pressa e não posso mais viver arrependido, ou sofrendo pelos cantos. Burradas? opa, aos montes, mas sem elas não teríamos nada pra rir numa sexta a noite na mesa do bar com os amigos.

E, como sentenciou Clarice: a vida não é de se brincar porque um belo dia se morre.

2 comentários:

  1. A própria Clarice tbém dise que 'viver ultrapassa qlq entendimento'...
    Bj*

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  2. Belo texto! Forte e determinado. Nao espere sentado, corra, va atras, jogue-se porque a vida nao espera nao, rapaz. Eu ja vivi a experiencia de ver a minha vida por um triz, por um sopro de ar a mais ou nao e estou aqui, sem tempo a perder. Parabens pela iniciativa! Siga em frente.

    Beijos!

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