12 de mai de 2012

do que é eterno... ou, para não esquecer

para S. e T.

Não termina assim. Não há fim pra esse tudo que foram vocês. Na verdade, o que fica de impalpável: lembranças, memórias afetivas, sentimentos, ninguém pode apagar. Quando este sentimento é maior que a ignorância e o ódio alheio, aí nada pode destruir. O tempo dissolve, espalha, mas ele persiste. Em cada novo olhar de um casal apaixonado, no abraço entre aqueles que se querem bem ele voltará a brilhar, mesmo que imperceptivelmente. O que tem por base a verdade e o respeito não é nem mesmo trincado pelos equívocos de quem vê a vida em tons de cinza. Guardo comigo a certeza de um real afeto, surgido pelo encontro que há séculos já fora previsto. É isso que permanece, permanecerá o afeto. O afeto e a verdade com que construíram suas vidas ficarão gravados na pele, até que ela se torne pó novamente; na memória, até o momento em que ela se apague, como a chama de uma vela; nos lugares por onde passaram, nos pontos exatos em que pisaram e entrelaçaram as mãos pra assistir o pôr do sol, até o exato momento em que eles não existam mais.  Mas, mesmo assim, não há fim. E a presença continuará a ser sentida por muitos e muitos outonos. Não há fim, pois permanecem sorrindo para aqueles com quem dividiram sorrisos, para quem provaram a força do amor...

p.s. não esquecerei!





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