6 de mar. de 2014
Fragmento de um diálogo carnavalesco
- Vai pro carnaval esse ano, né?
- Vou...
- Eba, eu também.
- Iupi....
- O que foi, não tá animado? Se anima ai...
- Tô pelo menos há esperanças de algumas horas de alegria
- Algumas só?
- É, algumas já tá bom demais.
(...)
- Não entendo o desânimo...
(...)
- Eu queria mesmo um amor de carnaval, mesmo que acabasse na quarta de cinzas, melhor no desfile das campeãs...
- Quem sabe? Vai que arrume um amor de carnaval que dure até depois do desfile das campeãs. Seria histórico.
- Não, seria milagre mesmo.
25 de fev. de 2014
w.
por algum tempo senti saudades de você. saudade do seu olhar de segurança, do seu cheiro misterioso, do seu corpo pressionando o meu. me fazia falta a sua mão sobre o meu corpo e da voz rouca me dizendo "oi" ou "você vem?". por algum tempo senti saudades do seu corpo nu, da sua cama, das tardes de chuva que passamos sobre ela. por algum tempo senti falta de te ver, de me encantar com o seu sorriso. hoje eu senti tanta saudade das nossas conversas: você falante, eu com minhas respostas monossilábicas, você com as suas histórias, eu com as minhas incertezas, você com o seu humor ácido, eu com minha esperança. hoje eu só queria conversar por horas e horas com você para dizer que você estava certo em muitas coisas, eu em algumas, para esquecer dos problemas, para falar mais que as respostas monossilábicas de antigamente. é no mínimo estanho que você ainda faça tanta falta.
20 de fev. de 2014
Meu coração ainda me matará
Achei que um dia não suportaria os abandonos, a solidão, tantas despedidas.
Sempre achei que meu coração uma hora não suportaria apanhar mais.
Até que descobri que meu coração nunca bateu regularmente,
Há um descompasso em cada pulsar.
Ele não segue o ritmo para bater.
Agora tenho certeza meu coração ainda me matará.
Sempre achei que meu coração uma hora não suportaria apanhar mais.
Até que descobri que meu coração nunca bateu regularmente,
Há um descompasso em cada pulsar.
Ele não segue o ritmo para bater.
Agora tenho certeza meu coração ainda me matará.
9 de fev. de 2014
Eu, nada
Segunda, quando não, terceira opção. Tapa buraco. Substituto. Supérfluo. Substituível. Facilmente descartável. Um zero à esquerda. Facilmente esquecível. Minha família me esqueceu no zoológico quando eu era criança. Poucos professores lembravam o meu nome, alguns nem lembravam que eram meus professores. Alguns conhecidos, quando precisam, até se lembram, mas como não sou rico, nem bem relacionado, nem tenho poder nenhum, eles raramente precisam de algo. Meus amigos, esquecem meu aniversário, esquecem de me desejar feliz natal, mas tudo bem eles eu perdôo. Acho até que alguns que juraram me encontrar no fim de semana seguinte, ou me ligar no dia seguinte, esqueceram de mim, do meus nome, ou do número de telefone. O fato é que não sou inesquecível, imprescindível, necessário para ninguém. Um outsider cuja a existência é quase nada... talvez um erro despercebido da natureza!
4 de fev. de 2014
26 de jan. de 2014
Quem foi que disse que todo sorriso é de alegria? Ás vezes, sorrio porque não quero que todos saibam o caos que está minha vida. Nem que a vida tem sido bem dura, nem que tudo tem sido bem difícil. Há os que sorriem diante das surpresas que a vida lhes joga no colo, eu sorrio para disfarçar que apesar de todo esforço, de muito empenho, de tanto desejo sempre acabo morrendo na praia. Sempre fico a um passo de..., há sempre um porém, contudo, infelizmente...
22 de jan. de 2014
Fragmento de um diálogo que deveria ter acabado em beijo
- acho que perdi a esperança. não tenho mais a sua capacidade de acreditar no melhor...
- eu acredito por nós dois.
18 de jan. de 2014
Para:
para combater o calor: sorvete
para diminuir o frio: cobertor
para uma tarde no interior: banho de rio
para um domingo de sol: mar
para uma noite de sábado cinza: cinema
para a solidão: amar
para o amor não correspondido: tempo
para diminuir o frio: cobertor
para uma tarde no interior: banho de rio
para um domingo de sol: mar
para uma noite de sábado cinza: cinema
para a solidão: amar
para o amor não correspondido: tempo
1 de jan. de 2014
Esperança renovada
Na virada do relógio, do novo ano, a esperança se renova: que este seja ainda melhor do que aquele que acabou.
Planos, metas, sonhos e desejos para 2014:
- Enfim, terminar a graduação (não aguento mais);
- Ganhar dinheiro, o que implica trabalhar muito;
- Namorar...;
- Escrever bem mais que em 2013;
- Viajar mais;
- Ir a mais shows;
- Estudar mais inglês, e voltar a estudar espanhol;
- Definir o tema e autores do projeto de mestrado;
- Namorar... (é por garantia, espero que dure)
- Ser feliz
Lema, mantra, lição para 2014:
"Isso também vai passar."
Àqueles que ainda passam por aqui, um excelente ano, tudo de melhor:
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