16 de ago de 2014

entre rostos, bocas e corpos que sobrevivem na memória
há sempre aqueles que tornam esses momentos de silêncio e solidão
momentos de dúvidas hipotéticas de se:
tivessem ficado, correspondido, insistido.
Talvez a cama coubesse mais um
a cidade não seria tão grande para um solitário sozinho
a chuva fina que caí lá fora não serviria como desculpa para se
      [enfiar sob os cobertores e esquecer que afinal é sábado à noite
a angústia seria menor
talvez

nada é certo 
só a velha dor que insistiu em dar as caras! 

Um comentário:

  1. Tem essa dúvida, porque a gente nunca sabe se tudo que já passou era pra ser ou não. Mas pensando bem, se fosse realmente pra ser, no momento em que aconteceu nós teríamos insistido ao máximo. Algumas coisas simplesmente não são pra ser, e insistir nisso é muito mais triste do que aceitar que não foi dessa vez e seguir em frente. Eu sou a prova viva de que, muito embora seja algo bonito, se não te traz leveza, tranquilidade e segurança, é melhor ir adiante, mesmo que esse caminho sozinho seja de solidão.

    Boa noite, até breve.
    Bjos.

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