11 de mai. de 2013

"Nem o maior dos seus erros
Meus erros, remorsos
O farão sumir..."

A trilha de ontem, de hoje, de agora! Lineker grande descoberta, grande cantor!!! Para os momentos de alegria e aqueles nem tão alegres. 

Mas não era

w.

Quando eu vi na tela do celular um número desconhecido, abri a mensagem sem pensar em nada, podia ser algum amigo, alguém da faculdade me lembrando de fazer uma última coisa naquela sexta-feira, ou querendo que eu anotasse o número novo, ou ainda mais uma propaganda ou golpe típicos de nosso tempo, mas não era. 

Li uma mensagem que fala de saudade, da vontade de me ver, do tempo que não me via, não havia qualquer assinatura, inicial, indício de quem pudesse ter me enviado aquilo. Era tão linda a mensagem. E logo, eu me traí acreditando que fosse você, torcendo pra que fosse você, que aquela mensagem fosse uma espécie de bandeira branca, uma borracha no passado de desencontros, mas não era. 

"Quem é você que está com saudades?" foi a única resposta que me veio a mente, afinal podia não ser você e não caberia eu responder: "também estou com muitas saudades suas, penso em você todos os dias, mesmo me esforçando para não pensar. Me encontra na esquina da sua casa daqui a uma hora?" Essa era a resposta que eu enviaria se fosse você, mas não era. 

Antes mesmo de receber a resposta de quem era, deixando a emoção de lado eu já pude saber que não era você. Bastou analisar aquelas palavras com um pouco de atenção, afinal lidar com palavras é mais do que uma habilidade é parte do meu dia a dia há anos, para lembrar que você jamais diria aquilo, tão docemente. No mínimo iria me mandar alguma mensagem para me fazer sentir culpado de alguma coisa que eu não fiz, e eu iria me sentir culpado mesmo sabendo que não deveria, e no fim eu nem iria me importar, pois quando você me abraçasse ou sorrisse, diminuindo ainda mais os seus olhos, eu entenderia tudo o que você não dissesse através das palavras. Eu até pensava que aquele nosso encontro era para sempre, mas não era.


29 de abr. de 2013

Até breve...

p.

eu odeio despedidas, prefiro "até logos". agora mais do que nunca prefiro "até muito breve". vá, eu torço tanto pra que seja uma das melhores experiências da sua vida. sorria. arranque sorrisos, desperte sonhos, instigue inquietações, conquiste a admiração que você deixa do lado de cá. sei que não foi fácil chegar até esse ponto, nunca é, mas no mínimo você fez por merecer. e eu te admiro ainda mais por isso. cá ficarei com menos um motivo pra sorrir com data marcada, sem a certeza dos encontros no meio caminho. ainda bem que a distância é curta, as pontes estarão mantidas. ainda assim, cá ficarei  na esperança de que um dia (próximo, por favor) eu possa te ouvir falar ou te ver ficando um tanto sem jeito, devido a timidez. eu torço tanto pelo seu sucesso, gratuitamente, inexplicavelmente. mas há coisas para quais não há explicação, são simplesmente sublimes. e, eu não sei porquê, mas eu acho que você não vai sair da minha vida assim tão cedo. 



 Cildo Meireles (Imagem - Reprodução) 


18 de abr. de 2013

Magic!


“I don't want realism. I want magic!"

Blanche Dubois 

A streetcar named desire  de Tennessee Williams





Cena de A streetcar named desire (1951)

10 de abr. de 2013

Suma da minha mente também


para w.

Seu nome surge antes de qualquer fragmento
qualquer pensamento qualquer dialética
não filosofo mas ainda penso em ti
você ainda está aqui na minha pele 
se não sinto mais o calor do seu corpo
ainda há o frio da cidade
seu nome seu rosto suas palavras 
ainda vivas me fazem tremer
Mas cadê você que não me diz mais nada? 

22 de mar. de 2013

dos escombros

esqueço as minha ruínas
tentando não cair antes da hora 
não posso ir ao chão sem ter por perto alguma mão 
que me ajude a levantar e prosseguir

17 de mar. de 2013

Você quem diria virou inspiração

Você chegou, sorriu, ficou
está longe-perto
aqui-lá
sempre perto de mim
Você levou uma angústia
e acabou suscitando várias outras
impensáveis. 
Você vem e leva
minha solidão, 
meu pensamento e concentração
várias horas ao dia

Eu não sei quando os caminhos 
me trará você

Você quem diria
virou inspiração

10 de mar. de 2013

28 de fev. de 2013

E nada mais está subentendido



w.

Eu não sei se conseguirei comer comida mexicana novamente sem lembrar de você. E toda vez que eu ouço falar da Elizabeth Taylor, ou de alguns de seus filmes, é de você que eu me lembro, de nós dois, e daquele filme que não vimos juntos, mas que acabou ficando com você, apesar de o DVD ser meu. E, na verdade, eu não precisava de nada disso para me lembrar de você, porque nunca esqueci, porque você ainda rouba meus pesamentos quando caminho pela Paulista ou subo a Augusta, ou passo por ambas, quando tento entender qualquer coisa de filosofia, quando saio comparando qualquer outra pessoa que entrou na minha vida nos últimos meses a você, mas ninguém se compara a você. E quando esfria é com você que eu queria estar e quando esquenta eu me lembro das viagens que não fizemos. E eu, ainda, sinto falta do seu abraço. E só agora eu consigo entender a beleza e aquele brilho diferente que tinha os seus olhos. É duro e doce lembrar como o meu coração batia mais forte nos primeiros instantes em que eu ouvia sua voz no celular. Quando eu vou ao cinema lamento que você não esteja comigo e quando eu saio lamento mais, porque você não estará me esperando ali na esquina, nem poderei te contar o que achei do filme. Eu só estou escrevendo tudo isso, porque todas as minhas certezas ruíram: eu já não acho que fiz o melhor para você, simplesmente indo embora para que você encontrasse alguém melhor do que eu. Eu deveria ter te agarrado bem forte, ao invés de abrir mão, eu deveria ter voltado do meio do caminho, naquela noite de chuva, batido de novo na sua porta e ficado para sempre. E, no fundo, no fundo mesmo, eu estou escrevendo isso, na esperança que você um dia leia. Porque você, só você, saberá que isso tudo é pra você. Talvez, eu devesse simplesmente copiar e te enviar por e-mail, carta ou telegrama, mas eu não quero instalar um caos na sua vida, que pode estar indo muito melhor sem eu. Talvez, você possa questionar se demorou tantos meses para eu perceber isso, mas não, faz tempo que eu sabia de tudo isso, eu só não tinha coragem de despejar tudo pra fora, e me deparar como o passado, com a sua ausência e a minha solidão. Agora saiu tudo, está tudo aqui eternizado em palavras, já que não te tenho perto, já que não seremos eternos. 

15 de fev. de 2013

"Ele gosta de despedidas e reencontros. Tudo entre um evento e outro não passa de uma longa viagem. O que marca é a dor da saudade e a alegria de abraçar de novo quem reconhece ao longe."

[sobre idas e vindas]